A 21 Shares avalia que a queda de cerca de 50% do Bitcoin desde a máxima histórica colocou o ativo em uma faixa que, em ciclos anteriores, antecedeu fundos de mercado. A gestora não afirma que a mínima já foi alcançada e admite mais volatilidade no curto prazo.
O que sustenta a análise: o preço está próximo da média móvel de 200 semanas — indicador que acompanha o valor médio do ativo nesse período — e do Preço Realizado, outra referência usada pela gestora para identificar uma possível zona de suporte.
O que mudou: as grandes quedas anteriores foram provocadas pela quebra da Mt. Gox, pelo estouro das ICOs (ofertas iniciais de criptomoedas) e pelos colapsos de empresas como Terra (LUNA), Three Arrows Capital, Celsius Network, Voyager Digital e FTX. Desta vez, a 21 Shares atribui a correção principalmente a fatores macroeconômicos, como as tarifas dos Estados Unidos contra a China, a postura mais dura do Fed e as saídas dos ETFs.
O histórico mostra: a média móvel de 50 semanas ficou abaixo da média de 100 semanas pela quarta vez, repetindo movimentos observados em 2015, 2019 e 2022. Segundo a gestora, essas ocorrências apareceram poucas semanas antes de fundos de ciclo.
Para quem acompanha o BTC no Brasil, a leitura da 21 Shares não elimina o risco de novas quedas. Trata-se de uma análise baseada em ciclos anteriores, não de uma garantia sobre o comportamento futuro do preço.




