As ações da CleanSpark saltaram até 22% na terça-feira depois que a mineradora de Bitcoin informou a assinatura de um contrato de arrendamento de 20 anos para um data center de 175 megawatts em Sandersville, na Geórgia. A operação amplia a atuação da companhia em infraestrutura digital para além da mineração de criptomoedas.
O que aconteceu: a empresa fechou um contrato de locação triple net com uma companhia global de tecnologia com grau de investimento, que não teve o nome revelado. Nesse modelo, o inquilino costuma assumir custos como manutenção, impostos e seguro do imóvel.
Em números: a CleanSpark estima cerca de US$ 6,6 bilhões (aprox. R$ 38,3 bi) em receita contratada no prazo inicial. Se o locatário exercer duas opções de prorrogação de cinco anos, o valor pode chegar a US$ 11,6 bilhões (aprox. R$ 67,3 bi).
Pelo acordo, a locatária vai instalar infraestrutura de computação no local. As entregas serão feitas em fases, com início previsto para o quarto trimestre de 2027.
Para o leitor brasileiro, o movimento mostra como mineradoras de Bitcoin buscam receita também em data centers voltados a inteligência artificial e computação de alto desempenho, reduzindo a dependência exclusiva do mercado de cripto.




