As ações preferenciais SATA da Strive subiram da mínima de junho, em US$ 83,30 (aprox. R$ 483), para perto de US$ 97 (aprox. R$ 563), segundo dados do Yahoo Finance. Com isso, o papel recuperou quase toda a queda e voltou a ser negociado a menos de 3% do valor nominal de US$ 100 (aprox. R$ 580).

O que aconteceu: a Strive lançou o SATA em novembro de 2025 como parte da estratégia de expandir seu tesouro de Bitcoin (BTC), ou seja, a reserva da empresa em BTC. O produto foi estruturado para levantar recursos sem a emissão de novas ações ordinárias.

Como funciona: o SATA é uma ação preferencial perpétua de taxa variável, um papel sem vencimento em que o dividendo pode ser ajustado. A ideia é manter a negociação perto do valor nominal de US$ 100 (aprox. R$ 580), justamente para facilitar a captação voltada ao tesouro em Bitcoin.

Por que importa: o SATA faz parte de um grupo ainda emergente de ações preferenciais ligadas a estratégias de tesouraria em Bitcoin, segmento que empresas como a Strategy classificam como “crédito digital”.

Para o investidor brasileiro, o movimento ajuda a medir o apetite do mercado por empresas listadas que usam instrumentos financeiros para comprar e manter BTC.