A ABToken defendeu a participação ampla do mercado nos testes de tokenização conduzidos pela CVM. Cesar Carvalho, diretor de Relações Governamentais da associação, disse que o piloto permite avaliar tecnologias diferentes e acompanhar o ciclo de vida de valores mobiliários tokenizados.
A fala ocorreu nesta quinta-feira (8), no encontro Grupo de Trabalho de Tokenização: Encontro com o Mercado, realizado no auditório Plínio Barreto da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. Tokenização, nesse contexto, é a representação digital de um ativo, como um valor mobiliário, em uma infraestrutura de registro distribuído, conhecida pela sigla DLT.
Segundo Carvalho, o ambiente experimental pode mostrar ganhos de transparência, segurança e eficiência desde a emissão e distribuição até a negociação e o exercício de direitos dos ativos. “Dentro do piloto, a gente consegue mostrar uma série de eficiências, tanto em transparência quanto em segurança que a DLT traz dentro desse ciclo de vida inteiro dos valores mobiliários”, afirmou.
A neutralidade tecnológica da CVM foi outro ponto destacado. Para o executivo, não escolher previamente uma tecnologia dá aos participantes espaço para comparar modelos, limitações e vantagens. A expectativa é que essas análises apareçam no relatório final dos trabalhos.
Para quem acompanha o mercado no Brasil, o ponto central é a ponte entre inovação e regulação: um mercado tokenizado precisa conversar com sistemas já regulados, como o SPB, e com autoridades além da CVM, incluindo o Banco Central.
Carvalho também citou temas que ainda precisam de resposta, como liquidação de ativos virtuais, proteção de dados e segurança da informação. “Precisamos saber como esse mercado organizado tokenizado vai conversar com outros ambientes regulados. Há temas relacionados aos sistemas de pagamento, à liquidação de ativos virtuais, à proteção de dados e à segurança da informação que também precisam ser endereçados”, disse.




