Agentes de inteligência artificial podem eliminar US$ 1,4 trilhão (aprox. R$ 7,7 trilhões) por ano em taxas de serviços financeiros até 2035, segundo uma projeção apresentada por Joseph Chalom, CEO da Sharplink. O valor representaria quase um quarto das tarifas cobradas globalmente pelo setor.
O modelo elaborado pela equipe de Chalom analisou dez segmentos financeiros. A estimativa aponta mais de US$ 1 trilhão (aprox. R$ 5,5 trilhões) em receitas anuais sob disputa até 2030, montante que subiria para US$ 4 trilhões (aprox. R$ 22 trilhões) em 2035. Com agentes comparando produtos e preços automaticamente, consumidores poderiam economizar US$ 350 bilhões (aprox. R$ 1,9 trilhão) por ano já em 2030.
A disputa envolve empresas como Visa, Mastercard, Stripe, PayPal, Circle, Tether, Robinhood, Coinbase e Binance. Na avaliação de Chalom, controlar a infraestrutura desses sistemas dará influência sobre os produtos recomendados e o destino do dinheiro que estiver parado.
As stablecoins — criptoativos criados para manter valor estável — aparecem como candidatas para processar pagamentos feitos pelos agentes. Chalom também prevê transações em ativos tokenizados e em DeFi, serviços financeiros executados em redes blockchain sem intermediários tradicionais. Boa parte dessa liquidez está hoje no ecossistema do Ethereum (ETH), que registrou 3,6 milhões de transações diárias em abril.
A Sharplink mantinha 891.714 ETH em 14 de setembro. A Fidelity Digital Assets, porém, apresentou uma leitura mais cautelosa: ambientes fechados administrados por empresas de tecnologia e fintechs também podem concentrar a atividade dos agentes, limitando o avanço de redes públicas.



