A AmericanFortress apresentou um esquema criptográfico que, segundo a empresa, pode adicionar proteção pós-quântica a carteiras de criptomoedas já existentes sem exigir que o usuário mova os fundos, troque chaves ou mude o endereço. A proposta mira carteiras de redes como Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Solana (SOL).

O que aconteceu: a empresa divulgou a proposta em um artigo técnico no Cryptography ePrint Archive. No documento, o esquema é descrito como compatível com carteiras hierárquicas determinísticas baseadas em sementes, modelo usado em blockchains que dependem de criptografia de curva elíptica.

Por que importa: boa parte das soluções pós-quânticas discutidas até aqui costuma exigir mudanças operacionais, como migração de carteiras ou rotação de chaves. A AmericanFortress afirma que sua abordagem preserva os endereços atuais ao mesmo tempo em que acrescenta essa camada de proteção contra ameaças futuras de computação quântica.

Para quem usa cripto no Brasil, a proposta chama atenção porque tenta reforçar a segurança sem mexer na estrutura da carteira já em uso.

O artigo ainda não foi revisado por pares, o que significa que a proposta segue em avaliação pela comunidade técnica.