Ronald Spektor, de 23 anos, foi condenado a 12 anos de prisão nos Estados Unidos por roubar criptomoedas de cerca de 100 pessoas. Segundo o processo, ele se passava por representante da Coinbase e convenceu as vítimas a transferirem seus ativos para uma carteira controlada por ele.

As perdas chegaram a US$ 16 milhões (aprox. R$ 88 milhões). Spektor se declarou culpado das 31 acusações que enfrentava, incluindo lavagem de dinheiro, furto qualificado e posse criminosa de propriedade roubada. Com o acordo, a pena solicitada caiu de 21 para 12 anos.

O promotor distrital do Brooklyn, Eric Gonzalez, classificou o caso como um golpe prolongado de engenharia social, técnica que explora a confiança e a pressão sobre as vítimas para obter acesso a dinheiro ou informações. A investigação rastreou os ativos, que passaram por várias corretoras antes de serem usados em apostas, compras online, cartões-presente e conversões para outras criptomoedas.

Spektor também teria usado fóruns online para recrutar pessoas que aplicassem golpes semelhantes. Além da prisão, ele deverá entregar US$ 500 mil (aprox. R$ 2,75 milhões) em dinheiro, criptomoedas e bens pessoais, além de pagar uma restituição de US$ 16 milhões (aprox. R$ 88 milhões).

Para quem usa corretoras no Brasil, o alerta é simples: desconfie de contatos urgentes pedindo transferência de criptomoedas e confirme a solicitação por canais oficiais.