A Anthropic passou a incluir uma marca d’água invisível em todo texto gerado pelo Claude. O recurso não aparece para o leitor e continua presente mesmo quando o conteúdo é copiado para outro lugar.
O que aconteceu: a marca é aplicada no próprio modelo, o que faz o sinal acompanhar textos criados pela API, pelos aplicativos Claude, Claude Code, Claude Cowork e Claude Tag no Slack. O mesmo vale para modelos acessados por AWS, Google Cloud e Microsoft Foundry.
Como funciona: a empresa não revelou o método, mas pesquisas públicas sobre o tema apontam para a técnica de “lista verde”, em que o modelo passa a preferir certas palavras de forma estatística, sem deixar o padrão óbvio para quem lê. Isso ajuda a explicar duas limitações citadas pela própria Anthropic: trechos curtos não têm palavras suficientes para uma checagem confiável, e uma paráfrase costuma trocar os termos que carregam o sinal.
Arquivos seguem outra lógica. Conteúdos gerados em .svg, .png e .jpg recebem metadados assinados de procedência pelo padrão aberto C2PA, que também registra alterações. A empresa afirmou que divulgará em breve ferramentas de detecção para usuários e terceiros, com documentação técnica.
Para quem usa o Claude no Brasil, um resultado positivo não significa plágio nem fraude por si só: ele apenas indica que o texto pode ter sido processado pelo modelo, inclusive em tarefas como revisão, tradução ou resumo.
A mudança está ligada às exigências do AI Act da União Europeia. A Anthropic aderiu ao Código de Práticas do Artigo 50(2) sobre transparência em conteúdo gerado por IA, válido desde 2 de agosto de 2026. Modelos antigos também receberão a marca durante a transição, mas só em textos criados dali em diante; conteúdos anteriores não serão marcados retroativamente.




