Tim Cook deixa o cargo de CEO da Apple na terça-feira, 1º de setembro, sem ter colocado Bitcoin no balanço da companhia. John Ternus, engenheiro de hardware, assume a posição e ainda não declarou publicamente se apoia uma eventual compra de criptomoedas pela empresa.
Cook disse em novembro de 2021 que possui criptoativos, mas rejeitou a ideia de investir o caixa da Apple em Bitcoin. Segundo ele, os acionistas compram ações da companhia para ter exposição à Apple, e não a criptomoedas. O executivo nunca revelou quais ativos possui nem o valor investido.
A Apple tinha US$ 146,5 bilhões (aprox. R$ 849,7 bilhões) em caixa e títulos negociáveis em 27 de junho. Desde a declaração de Cook, o Bitcoin chegou perto de US$ 68.991 (aprox. R$ 400 mil) e estava cotado perto de US$ 77.244 (aprox. R$ 448 mil) no domingo, alta de cerca de 12%. No mesmo intervalo, as ações da Apple subiram aproximadamente 82%, de US$ 175,35 (aprox. R$ 1.017) no fim de 2021 para US$ 319,70 (aprox. R$ 1.854).
A discussão mais relevante para a Apple pode envolver pagamentos. Os serviços renderam US$ 30,7 bilhões (aprox. R$ 178 bilhões) no último trimestre, e o Apple Pay processa transações com cartões. Relatos de 2025 associaram a empresa a conversas iniciais sobre stablecoins (criptomoedas criadas para manter valor próximo ao de uma moeda, como o dólar) para reduzir custos de liquidação, mas nada foi implementado e a Apple nunca confirmou o interesse.
Para o público brasileiro, uma eventual mudança teria impacto maior nos pagamentos digitais do que na compra de Bitcoin pela tesouraria da Apple.




