A maioria dos dirigentes do Federal Reserve avaliou que uma nova alta de juros pode ser necessária ainda neste ano, segundo a ata da reunião de 15 e 16 de setembro. O documento foi divulgado nesta quarta-feira, após o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), responsável pela política monetária dos Estados Unidos, elevar a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%.
A ata mostrou que a maioria dos participantes considerou adequado pelo menos mais um aumento em 2026. Alguns dirigentes também disseram que os riscos de inflação estão mais inclinados a uma alta acima do esperado. Para parte deles, os juros atuais ainda não são suficientemente restritivos, ou seja, não encarecem os empréstimos a ponto de frear o consumo e reduzir a inflação.
A reação dos mercados tradicionais foi limitada. O S&P 500 recuou 0,02% nos primeiros cinco minutos após a divulgação, enquanto o ouro ficou perto de US$ 4.110 (aprox. R$ 22,6 mil) por onça. Como a possibilidade de uma nova alta já aparecia nas projeções divulgadas em setembro, a ata trouxe poucas informações novas. Os investidores também reduziram para cerca de 20% a probabilidade de uma alta em outubro, ante 55% na semana anterior.
O Bitcoin, que funciona 24 horas por dia e já vinha sofrendo vendas antes da divulgação, subiu de US$ 83.159 (aprox. R$ 457 mil) para US$ 83.306 (aprox. R$ 458 mil) na Binance, avanço de 0,18%. O mercado de criptomoedas também registrou entradas de US$ 3,55 bilhões (aprox. R$ 19,5 bilhões) em fundos na semana seguinte à alta de setembro, o maior fluxo semanal de 2026.
John Williams, do Fed de Nova York, considerou razoável outro aumento neste ano. Lorie Logan, do Fed de Dallas, mencionou a possibilidade de pelo menos mais dois ajustes, enquanto Michelle Bowman disse não ver urgência para agir. A próxima reunião está marcada para 27 e 28 de outubro, e o índice de preços ao consumidor de setembro, previsto para 14 de outubro, será um dos últimos dados relevantes antes da decisão.



