Desenvolvedores da Balancer apresentaram nesta segunda-feira (14) uma proposta para encerrar o protocolo de DeFi (finanças descentralizadas). O projeto sofreu um ataque de US$ 128,6 milhões (aprox. R$ 707 milhões) em novembro de 2025 e não conseguiu recuperar tração desde então.

O plano prevê uma saída gradual. A votação deve ocorrer entre 25 e 29 de setembro; em 30 de outubro, as pools (reservas de liquidez usadas para viabilizar trocas) entrariam em modo apenas saques; e a distribuição dos ativos da tesouraria começaria em maio de 2027, com término previsto para julho de 2028.

A proposta afirma que a receita do protocolo segue concentrada na versão v2, enquanto a v3 não cresceu o suficiente para substituí-la. O texto também cita a saída ou redução de envolvimento de pessoas-chave e diz que o exploit nos pools legados da v2 pesou sobre a marca Balancer, embora a arquitetura da v3 seja diferente.

O caixa remanescente é estimado em pelo menos US$ 9 milhões (aprox. R$ 49,5 milhões) aos preços atuais dos tokens. A equipe diz que a discussão não é falta de dinheiro, mas a destinação desses recursos aos detentores de BAL antes que novas tentativas consumam a tesouraria. Hoje, o gasto mensal é de US$ 150 mil (aprox. R$ 825 mil); a receita foi de US$ 30 mil (aprox. R$ 165 mil) em agosto e US$ 97 mil (aprox. R$ 533,5 mil) em junho.

Para quem acessa DeFi do Brasil via carteira própria, o ponto prático é acompanhar prazos de votação e saque se tiver exposição a BAL ou a pools da Balancer.

O token BAL opera em leve alta de 0,5% nas últimas 24 horas, mas acumula queda de em relação ao topo histórico. A votação será decidida por detentores de , com quórum de , e considerará tokens mantidos ou delegados nas redes em que o ativo está disponível, incluindo critérios específicos para posições no .