O Banco Central do Brasil definiu regras para a cobrança híbrida no Pix, formato que coloca o QR Code e o código de barras na mesma conta. A medida busca impedir que uma fatura seja paga duas vezes por caminhos diferentes.

Pela Resolução BCB 587, bancos, aplicativos e intermediadores de pagamento terão de fazer a conciliação automática entre as duas opções. Se você pagar a conta pelo Pix, o código de barras deve ser baixado imediatamente; se usar o boleto tradicional, o QR Code perde a validade no momento da compensação.

A cobrança híbrida já aparecia em faturas de empresas de comércio e serviços, mas faltava uma regra unificada para reduzir conflitos no sistema bancário. O BCB também atribuiu responsabilidade às instituições participantes em caso de falha no cancelamento automático, com punições quando uma liquidação indevida causar prejuízo a pagadores ou recebedores.

Para quem paga contas no Brasil, a mudança tende a reduzir o risco de duplicidade em feriados, fins de semana e horários noturnos, quando a confirmação do pagamento costuma gerar mais dúvida.

A resolução também prevê a liberação do Pix Automático para titulares de conta-salário. Esse recurso permite agendar pagamentos recorrentes, como uma espécie de débito programado, e ficará disponível para esse público a partir de 2027.