O Banco Central da Rússia anunciou nesta terça-feira (11) um teto anual de 300 mil rublos para a compra de criptomoedas por investidores não qualificados em bolsas. Em conversão direta, isso equivale a cerca de R$ 18.830, ou perto de R$ 1.570 por mês.

O que aconteceu: a regra vale, por intermediário, para corretoras, exchanges de criptomoedas e gestores. Segundo o BC russo, o objetivo é proteger esse público da volatilidade do setor.

Quais ativos entram na regra: a lista citada pela autoridade inclui apenas Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Tether (USDT) para negociação pública em bolsas. Já os investidores qualificados poderão comprar outras criptomoedas disponíveis em bolsa e no mercado de balcão (negociação direta entre as partes, fora do pregão).

A autoridade monetária também informou que receberá comentários sobre a proposta até 24 de agosto. Nas últimas semanas, a Rússia já havia apresentado outra iniciativa para regular o mercado cripto, em meio à aceleração das discussões sobre esse setor no país.

Para o leitor brasileiro, o movimento reforça uma tendência global: reguladores têm separado investidores qualificados e não qualificados ao definir acesso a criptoativos, tema que também costuma entrar no radar de órgãos como CVM e BCB.

No mercado, Bitcoin era negociado a US$ 63.450 (aprox. R$ 367,0 mil), com queda diária de 0,5%, enquanto Ethereum aparecia a US$ 1.860 (aprox. R$ 10,8 mil), recuo de 0,3% nas últimas 24 horas.