A lista pública de pré-aprovação do Banco Central do Brasil para empresas de cripto ainda tem apenas seis nomes identificados, segundo levantamento feito a partir da API do regulador. A autorização definitiva será central para definir quais plataformas poderão seguir operando no país após 30 de outubro de 2026.
Entre os nomes que aparecem na consulta estão Wynx Exchange, Onda Finance, W Brasil Comércio, Masterpay e PFPay. API é uma interface de consulta de dados: na prática, um canal técnico usado para acessar informações disponibilizadas por um sistema.
Pelas informações públicas, quatro empresas estão vinculadas aos códigos GEOF2/GTSP3, associados a subunidades do regulador que autorizam corretoras. Outras duas aparecem sob GEOF4/DIFIN, indicação de que podem estar buscando uma atuação mais ampla do que apenas o mercado cripto.
Grandes nomes do setor, como FoxBit, Binance e OKX, ainda não aparecem nessa lista pública. A ausência não significa rejeição: as empresas podem estar preparando suas inscrições antes do fim do prazo definido pelo regulador.
Para quem usa corretoras no Brasil, o ponto prático é simples: empresas sem aprovação terão 30 dias para encerrar operações com clientes depois do prazo final e não poderão usar bancos brasileiros como intermediários, conforme a resolução nº 589.
Ao mesmo tempo, vagas abertas mostram que parte do mercado está reforçando áreas de compliance, isto é, equipes responsáveis por cumprir regras regulatórias e controles contra crimes financeiros. Há oportunidades citadas para OKX, Mercado Bitcoin, Binance, Bybit e KuCoin, com funções ligadas a PLD, análise de clientes de alto risco, prevenção à lavagem de dinheiro e cargos regulatórios no Brasil.




