O Bitcoin recuou para a faixa de US$ 83 mil a US$ 84 mil (aprox. R$ 481,4 mil a R$ 487,2 mil) depois de superar US$ 86 mil (aprox. R$ 498,8 mil). Para a Binance Research, a melhora dos sinais técnicos e a retomada dos fluxos para ETFs à vista sustentam uma possível reversão, mas o movimento ainda depende da pressão exercida pelos juros americanos.

Em 8 de setembro, a média móvel de 50 dias cruzou acima da média de 200 dias, formando a chamada golden cross (cruzamento que costuma ser acompanhado por analistas como sinal de melhora da tendência), após permanecer abaixo dela por 293 dias. Em 20 de setembro, o ativo fechou a semana em US$ 81.159 (aprox. R$ 470,7 mil), acima da média móvel de 50 semanas pela primeira vez desde novembro de 2025.

A demanda à vista também mostrou recuperação. Os ETFs spot (fundos negociados em bolsa que acompanham diretamente o preço do ativo) de Bitcoin nos Estados Unidos tiveram fluxos líquidos negativos durante boa parte de 2026, mas voltaram a receber recursos a partir de julho. Em 21 de setembro, as entradas chegaram a US$ 999 milhões (aprox. R$ 5,8 bilhões), o maior volume diário do ano, e permaneceram positivas mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos americanos.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, os dados dos ETFs americanos ajudam a medir o apetite global por risco, mas o desempenho do BTC em reais também depende da cotação do dólar.

O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos atingiu 5,17% em 25 de setembro, o maior nível desde 2007. As chances de uma nova alta dos juros em outubro se aproximaram de 70%, enquanto uma atividade econômica mais forte e a alta do petróleo contribuíram para levar o Bitcoin para abaixo de US$ 84 mil (aprox. R$ 487,2 mil). Segundo a Binance Research, dados de inflação e emprego nos Estados Unidos serão decisivos para definir o ritmo da recuperação e testar a capacidade de o BTC permanecer acima da média móvel de 50 semanas.