A Binance vai alterar a estrutura de atendimento a usuários no Brasil e restringir parte dos tokens e produtos disponíveis na plataforma. A empresa afirma que a medida atende às Resoluções 519, 520 e 521 do Banco Central do Brasil.

Usuários brasileiros passarão a ter uma conta de pagamento individualizada na Binance Brasil Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., CNPJ 68.757.681/0001-70, antiga Sim;paul, para operações em reais. Já os serviços de ativos virtuais serão prestados pela BBrasil Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais Ltda., CNPJ 68.627.500/0001-91, empresa do grupo Binance.

A partir de 27 de outubro de 2026, a corretora deixará de oferecer 20 criptomoedas a brasileiros. A lista inclui Verge (XVG), Ethena USDe (USDe), TerraClassicUSD (USTC), Decred (DCR), MANTRA (MANTRA), Harmony (ONE), Zilliqa (ZIL), Ontology (ONT), Ravencoin (RVN), Vulcan Forged (PYR), ICON (ICX), Secret (SCRT) e Storj (STORJ). A USDe é uma stablecoin (cripto que tenta manter valor estável por uma regra de lastro ou mecanismo financeiro) e está entre as 25 maiores criptomoedas do mercado. Segundo a Binance, os saldos continuarão seguros após a data, com opção de saque ou reinvestimento.

Também em 27 de outubro de 2026, produtos como Loans, Binance Pool, Cloud Mining, Margem, Launchpool, Megadrop, HODLer Airdrops e Alpha 2.0 entram em restrição para brasileiros. Airdrops são distribuições de tokens feitas por projetos ou plataformas; margem é operação com dinheiro emprestado, o que aumenta risco e possível perda. A Binance informou que novas posições não poderão ser abertas nesses produtos, e que o usuário poderá apenas encerrar posições e transferir o saldo para a conta spot.