O bitcoin (BTC) voltou a ganhar força e chegou a US$ 66 mil nesta terça-feira (21). Para analistas ouvidos, o movimento tem base real, mas ainda precisa confirmar se virou tendência.
O que puxou a alta: a entrada de mais de US$ 700 milhões em ETFs de bitcoin à vista em cinco pregões seguidos ajudou a sustentar a recuperação. A melhora das ações de semicondutores na Ásia também reforçou o apetite por risco.
A leitura, porém, continua cautelosa. José Artur Ribeiro, CEO da Coinext, disse que a recuperação ficou mais convincente na correção de junho, quando o BTC caiu para US$ 58 mil e três indicadores técnicos se alinharam ao mesmo tempo pela primeira vez desde dezembro de 2022: o RSI mensal, o Chande Momentum Oscillator e a média móvel de 50 meses.
Para você no Brasil, o dado mais prático é que o preço em dólar segue muito sensível ao humor global, então variações do BTC continuam refletindo também o câmbio e o risco externo.
Níveis no radar: Ribeiro afirmou que o BTC precisa sustentar US$ 65 mil no fechamento semanal para manter o cenário positivo. Se perder esse nível, a atenção volta para US$ 62 mil, onde está a média móvel de 200 semanas, e depois para US$ 58 mil. Do lado de cima, a resistência imediata está em US$ 72,2 mil; acima disso, a faixa de US$ 75 mil a US$ 82 mil entra no mapa.
Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital, também vê o fechamento semanal como decisivo. Para ele, o intervalo entre US$ 66 mil e US$ 70 mil deve dizer se o BTC está iniciando uma nova perna de alta ou só reagindo após a correção. Ele citou ainda a reunião do Fed de 28 e 29 de julho e disse que o mercado precifica cerca de 15% de chance de alta de juros, com setembro ainda em aberto.



