O bitcoin (BTC) encerrou o primeiro semestre de 2026 com perdas superiores a 36%, no pior resultado para o período desde 2022. Além da ausência de catalisadores positivos para os preços, o mercado de criptomoedas foi pressionado por uma sequência de eventos negativos ao longo dos últimos meses.
Entre os fatores citados estão o início da guerra com o Irã, os desdobramentos do conflito tarifário e a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Para Henry Oyama, diretor de estratégias de investimentos da Hashdex, esse contexto ajudou a aprofundar um sentimento de “desânimo” na indústria, mesmo com fundamentos do setor mostrando um comportamento diferente do preço dos ativos.
O que pesa sobre o mercado
Valter Rebelo, chefe de research da Empiricus, afirmou que não vê melhora relevante mais à frente, diante de juros mais altos, liquidez mais restrita e maior direcionamento de recursos para a inteligência artificial. Ainda assim, ele ressaltou que o mercado é cíclico e que uma mudança de direção pode acontecer adiante.
- Rebelo avalia que a Strategy pode funcionar como uma “rede de salvação” em momentos de quedas mais intensas, por concentrar a maior carteira privada de bitcoin do mundo.
- Ele também cita como possível gatilho positivo a eventual aprovação do Clarity Act, proposta em discussão nos Estados Unidos para regulamentar o mercado de criptomoedas e ampliar a clareza regulatória no setor.
- Oyama destaca outra medida em debate, que permitiria a fundos de pensão investir em criptomoedas, com potencial de destravar um mercado bilionário para o bitcoin.
Para o leitor brasileiro, mudanças regulatórias nos Estados Unidos costumam repercutir no apetite global por criptoativos e podem influenciar preços, liquidez e o ambiente das corretoras que operam no Brasil.



