O Bitcoin caiu para abaixo de US$ 62 mil (aprox. R$ 359,6 mil) nesta segunda-feira, depois que Chris Waller, diretor do Fed, afirmou que o banco central dos EUA deve agir rapidamente se a inflação continuar pressionada. A leitura do mercado foi de que uma nova alta de juros pode voltar para a mesa.

O que aconteceu: Waller disse que o FOMC (comitê do Fed que decide os juros nos EUA) precisará considerar um aperto monetário no curto prazo se houver outra leitura forte da inflação subjacente. Segundo ele, o Fed não pode repetir o erro de 2021 e 2022, quando demorou para reagir à escalada dos preços. Na fala, Waller afirmou que “ficar apenas encarando a inflação na esperança de que ela desapareça por conta própria não é uma opção”.

Em números: a inflação nos EUA ficou entre 2,4% e 3% de fevereiro de 2025 a fevereiro de 2026, mas chegou a 4,2% no relatório de maio. A meta do Fed é de 2%. Antes das declarações, a Polymarket apontava chance de 22% para uma alta de 0,25% na reunião de 29 de julho. Depois, esse número subiu para 35%. Para setembro, uma elevação de 0,25 ponto percentual passou a ser vista como mais provável do que a manutenção da taxa.

Além do BTC, outras criptomoedas também recuaram, como Ethereum, BNB, XRP e Solana. O ouro também entrou na pressão e era negociado perto de US$ 4.000 (aprox. R$ 23,2 mil), com queda de 2,9% a 3% em 24 horas.

Para você no Brasil, juros mais altos nos EUA costumam reduzir o apetite global por risco e pressionar ativos como Bitcoin e outras criptomoedas, além de influenciar o câmbio e o fluxo para mercados emergentes.