O Bitcoin caiu para a região de US$ 62 mil nesta quarta-feira, depois de recuar de US$ 64 mil e tocar US$ 61 mil. O movimento veio após duas tentativas frustradas de romper a faixa de US$ 64 mil, em meio ao aumento da cautela nos mercados.
Segundo Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina, o BTC foi pressionado pela deterioração do cenário geopolítico depois de declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando o fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Com mais aversão ao risco, investidores reduziram exposição a ativos mais voláteis, como as criptomoedas.
Outro ponto no radar é a ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central dos EUA. O mercado espera novos sinais sobre os próximos passos dos juros americanos, um fator que costuma mexer com ativos de risco no mundo todo.
Liquidez mais fraca no mercado cripto
Além das tensões no Oriente Médio, a queda na oferta de stablecoins também chama atenção. Stablecoins são criptomoedas pareadas a ativos como o dólar e costumam funcionar como uma espécie de caixa de entrada de recursos no mercado cripto.
Em junho, esse mercado encolheu 2,4%, com redução de US$ 7,7 bilhões, e terminou o mês com capitalização de cerca de US$ 312 bilhões. Se o movimento continuar, isso pode limitar a chegada de novos recursos ao setor e aumentar a pressão vendedora sobre o Bitcoin.
Para o leitor brasileiro, esse tipo de movimento ajuda a explicar por que o preço do BTC pode oscilar forte em corretoras locais mesmo sem uma notícia específica no Brasil.




