O Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 62,9 mil (aprox. R$ 364,8 mil) nesta segunda-feira (13), com queda de cerca de 1,4% em 24 horas, segundo dados da Coingecko. O movimento acompanhava o sinal negativo visto na maior parte do mercado de criptoativos.

O que aconteceu: a piora no humor dos investidores veio após a troca de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. Segundo Washington, os bombardeios ocorreram depois de uma ação de Teerã contra uma embarcação na região de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Em resposta, o governo iraniano disse ter atingido instalações militares americanas em países do Golfo e anunciou o fechamento do estreito.

Em números: o índice de medo e ganância do BTC marcava 29 pontos nesta segunda, abaixo dos 31 pontos do dia anterior. O indicador vai de 0 a 100 e funciona como um termômetro do apetite por risco no mercado cripto: níveis mais baixos indicam mais medo entre investidores, enquanto níveis altos costumam aparecer em momentos de maior euforia.

Além da pressão geopolítica, o mercado também acompanhava a estreia da SK Hynix na bolsa dos EUA. Depois de subir 13% no primeiro dia de negociação na Nasdaq, os papéis da fabricante sul-coreana de chips caíam mais de 15% nesta segunda. A empresa levantou mais de US$ 26 bilhões (aprox. R$ 150,8 bi) na semana passada com a venda de ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) a US$ 149 (aprox. R$ 864) cada.

Para o investidor brasileiro, esse tipo de estresse externo costuma pesar também nas cotações vistas em corretoras locais, já que BTC e outras criptomoedas reagem rápido a mudanças no apetite global por risco e à alta do dólar.