O Bitcoin (BTC) era negociado perto de US$ 64,2 mil (aprox. R$ 366 mil) nesta segunda-feira (20), com queda de cerca de 0,3% em 24 horas, segundo dados da Coingecko. Apesar do recuo no dia, a maior criptomoeda do mercado ainda acumulava alta de 2% em sete dias e de 0,9% em um mês.

O que aconteceu: o mercado de criptoativos abriu a semana sem um gatilho claro para sustentar preços mais altos. A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a pressionar o petróleo, e o contrato WTI para setembro chegou a passar de US$ 90 por barril (aprox. R$ 513), depois de autoridades militares dos Estados Unidos confirmarem a morte de um terceiro soldado norte-americano em operações na região.

Por que importa: com o petróleo em alta, investidores voltaram a colocar na conta o risco de inflação, preocupação que havia perdido força após dados mais benignos nos EUA neste mês. Ao mesmo tempo, o mau humor com ações de tecnologia, puxado por fabricantes de chips na sexta-feira (17), também pesou sobre as criptomoedas, que costumam reagir de forma parecida quando o mercado foge de ativos de maior risco.

A pressão sobre tecnologia aumentou após o lançamento do Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI. Segundo a empresa, o modelo reduz a distância em relação às principais soluções criadas por companhias norte-americanas, num momento em que investidores cobram retorno mais concreto dos gastos com IA (inteligência artificial).

Em números: entre os principais criptoativos, o Ethereum (ETH) caía cerca de 0,1%, para US$ 1.872,79 (aprox. R$ 10,7 mil), enquanto o XRP, token da Ripple usado em pagamentos internacionais, recuava 0,2%, para US$ 1,09 (aprox. R$ 6,21). Na lista dos maiores tokens, Solana (SOL) perdia 0,5%, BNB (BNB) caía e recuava , embora ainda mostrasse ganho de em sete dias.