O Bitcoin voltou a operar acima de US$ 85.000 (aprox. R$ 493 mil) nesta quarta-feira (30) e se prepara para fechar setembro com alta de 6,6%. No terceiro trimestre de 2026, a valorização chega a 43,1%, o melhor resultado trimestral desde o quarto trimestre de 2024.
O movimento ganhou força após declarações divergentes de dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Michael Barr demonstrou preocupação com a inflação e indicou que novos aumentos de juros podem ser necessários, enquanto John Williams afirmou que não há urgência e que uma nova alta poderia ficar para o fim do ano.
As apostas de aumento dos juros na reunião de 29 de outubro caíram de 69% para 34%. A mudança reduziu a pressão sobre ativos de risco, categoria que inclui as criptomoedas. Setembro, tradicionalmente um mês fraco para o Bitcoin, deve registrar o quarto resultado positivo consecutivo. Em julho, a alta foi de 7,4%; em agosto, de 25%.
Os ETFs americanos de Bitcoin, fundos negociados em bolsa que acompanham o preço da criptomoeda, acumulam nove dias consecutivos de entradas. Em 21 de setembro, receberam US$ 999 milhões (aprox. R$ 5,8 bilhões), o maior fluxo diário desde outubro de 2025. No mês, as entradas somam US$ 2,8 bilhões (aprox. R$ 16,2 bilhões), depois de US$ 3,5 bilhões (aprox. R$ 20,3 bilhões) em agosto e US$ 172 milhões (aprox. R$ 998 milhões) em julho.
Para quem acompanha o mercado no Brasil, a alta em dólar também altera o valor do Bitcoin em reais, sujeito à variação cambial e às condições das corretoras locais.
A capitalização total das criptomoedas está em US$ 2,9 trilhões (aprox. R$ 16,8 trilhões). O Bitcoin responde por US$ 1,7 trilhão (aprox. R$ 9,9 trilhões), enquanto as demais moedas somam (aprox. ). Especialistas avaliam que a região de (aprox. ) pode se tornar um suporte, nível de preço em que a demanda ajudaria a limitar novas quedas, mas o mercado de criptomoedas continua sujeito a forte volatilidade.



