O Bitcoin Core lançou nesta semana a versão 31.1 do software para corrigir uma falha de privacidade que podia expor o endereço IP do nó que enviava uma transação. O problema estava no recurso -privatebroadcast, criado justamente para dificultar que o destinatário identificasse o IP e a localização aproximada de quem transmitiu a operação.
A falha não atingia todos os usuários nem todas as transações. Segundo o projeto, o risco envolvia quem usava a versão 31.0, ativava manualmente o -privatebroadcast e transmitia transações com a função sendrawtransaction (comando usado para enviar uma transação bruta à rede). As funções padrão da carteira, como sendtoaddress e sendall, não utilizavam esse mecanismo e ficaram fora do problema.
O recurso de transmissão privada foi adicionado na versão 31.0, lançada em 19 de abril de 2026. A proposta era fazer o envio passar apenas por redes de privacidade como Tor ou I2P, com conexões separadas e temporárias, para reduzir a chance de associação entre transações do mesmo usuário e esconder melhor a origem do envio.
Para o leitor brasileiro, o caso reforça um ponto básico: privacidade em cripto depende também da configuração do software, não só da rede Bitcoin em si.




