O início de outubro colocou o mercado de criptomoedas em um cabo de guerra, segundo analistas ouvidos pelo Crypto Times. As recomendações mencionadas na coluna semanal se concentraram no bitcoin (BTC) e em protocolos que geram receita e distribuem valor aos detentores de tokens.

Felipe Mendes, head de research da Vault Capital, apontou ativos com receita recorrente como os mais interessantes para o mês. Marcelo Person, diretor de Crypto Treasury & Markets da Foxbit, priorizou projetos com catalisadores próximos, como eventos, atualizações tecnológicas e avanços institucionais. O cenário macroeconômico segue como principal risco: novas altas de juros nos Estados Unidos podem reduzir o apetite por ativos de risco, sobretudo criptomoedas de menor capitalização.

Entre as notícias mais lidas da semana, a Ondo apareceu com um plano para oferecer exposição, por meio de tokens, a empresas privadas em estágio pré-IPO (antes da oferta inicial de ações). O primeiro produto será ligado a uma companhia de inteligência artificial ainda não identificada; especulações citadas na cobertura mencionam Anthropic e OpenAI.

Outro destaque foi um levantamento da DSEC Labs sobre a autocustódia (quando o próprio usuário controla as chaves das criptomoedas). Entre janeiro e agosto de 2026, municípios do interior responderam por 37,65% do volume financeiro analisado, contra 12,32% no mesmo período de 2025. A Méliuz (CASH3) também encerrou novos aportes e negociações de bitcoin no aplicativo em 1º de outubro; clientes com saldo em BTC poderão liquidar as posições até 30 de outubro.

Para o leitor no Brasil, a suspensão das operações da Méliuz ocorre no contexto das regras do BC para o mercado de ativos virtuais. A empresa mantém a estratégia de tesouraria, mas a negociação no aplicativo foi encerrada. ===