O Bitcoin (BTC) encerrou o terceiro trimestre de 2026 com alta de 42,71%, depois de avançar em julho, agosto e setembro pela primeira vez em sua história. A criptomoeda era negociada a US$ 83.702 (aprox. R$ 460 mil), com queda de 0,15% nas últimas 24 horas.
O desempenho mensal foi de 7,36% em julho, 24,95% em agosto e 6,33% em setembro. O resultado contrariou um padrão observado desde 2013: nas ocasiões em que agosto terminou positivo, setembro veio em queda. A média histórica de setembro é de recuo de 2,41%.
Agosto concentrou a maior parte da alta. Entre 17 e 23 de agosto, o BTC avançou US$ 14.775 (aprox. R$ 81 mil) em uma semana, seu maior ganho semanal segundo os registros citados. O movimento ocorreu enquanto o Tesouro dos Estados Unidos elevava para pelo menos US$ 4 bilhões (aprox. R$ 22 bilhões) o valor mínimo das operações de recompra de títulos de longo prazo, e a demanda por ETFs à vista alcançava a semana mais forte desde outubro de 2025.
Apesar da recuperação, o Bitcoin ainda acumulava perdas no ano. O ativo abriu 2026 em US$ 87.498 (aprox. R$ 481 mil) e permanecia cerca de 4% abaixo desse nível, além de aproximadamente 34% distante do recorde próximo de US$ 126 mil (aprox. R$ 693 mil). O ganho trimestral foi o segundo maior da história, atrás apenas dos 80,41% registrados no terceiro trimestre de 2017.
O índice Crypto Fear and Greed, que mede o sentimento dos investidores entre medo e ganância, passou de 5 em 12 de fevereiro para 71 em 30 de setembro. Esse movimento é comparado a recuperações de 2019 e 2023, mas os episódios anteriores também tiveram recuos e períodos de lateralização. Outubro costuma ser um mês favorável ao BTC, embora a amostra histórica seja pequena e não determine o desempenho futuro.
Para quem acompanha o BTC no Brasil, a retomada até a abertura anual ainda depende da cotação em dólar e do câmbio, que pode ampliar ou reduzir a variação percebida em reais.



