O Bitcoin (BTC) era negociado perto de US$ 64.972,55 (aprox. R$ 376,8 mil) nesta segunda-feira, tentando romper o nível de US$ 65 mil (aprox. R$ 377 mil). O mercado global de criptomoedas oscilava pela manhã, ainda sem um fator novo capaz de puxar os preços com mais força.

O que aconteceu: investidores seguem repercutindo o payroll dos Estados Unidos, o principal relatório de emprego do país. Os dados mostraram uma queda inesperada nas vagas em julho, a primeira contração desde fevereiro, enquanto a taxa de desemprego recuou para 4,1%.

Por que importa: as revisões para baixo nos números de emprego de maio e junho reforçaram a leitura de perda de fôlego no mercado de trabalho americano. Isso complica a vida do Federal Reserve (Fed), que precisa equilibrar o combate à inflação com a sustentação do emprego.

Além dos EUA, o mercado monitora o Banco do Japão (BoJ). O resumo da reunião de julho trouxe um tom mais favorável a novas altas de juros, com parte dos dirigentes defendendo uma normalização monetária mais flexível e até mais agressiva.

Para o leitor brasileiro, esse ambiente costuma mexer com o apetite global por risco e pode aumentar a volatilidade em criptomoedas negociadas também por aqui, em reais.

Em números: entre as maiores criptomoedas, o Ethereum (ETH) era negociado a US$ 1.916,11 (aprox. R$ 11,1 mil), o BNB a US$ 604,60 (aprox. R$ 3,5 mil) e a Solana (SOL) a US$ 76,64 (aprox. R$ 444). Já o XRP estava em US$ 1,03 (aprox. R$ 5,97), enquanto o Dogecoin (DOGE) era cotado a US$ 0,06991 (aprox. R$ 0,41).