O Bitcoin (BTC) avançou cerca de 3% no último dia e passou a rondar US$ 64.500 (aprox. R$ 374,1 mil), depois de um dado de inflação dos EUA abaixo do esperado ajudar o ativo a romper uma faixa que segurava o preço desde meados de junho. A alta preserva a tendência das últimas duas semanas, mas o mercado segue dividido sobre o fôlego desse movimento.
O que aconteceu: dois sinais observados na análise apontam um quadro incomum. De um lado, o indicador Crypto-Equity Fear Gap mostra o mercado cripto em “medo extremo”, com leitura de 25, enquanto o sentimento nas bolsas permanece elevado. Na prática, isso sugere um receio concentrado no setor de cripto, e não um estresse generalizado nos mercados.
Em números: os spreads de crédito de alto rendimento, usados como termômetro de tensão no sistema financeiro, estão em 2,69%. Ao mesmo tempo, a oferta de stablecoins caiu 0,35% em uma semana, sinalizando alguma retirada de liquidez do setor. Ainda assim, como as bolsas também recuaram cerca de 1,2% no período, não há evidência clara de migração desse capital para ações.
Outro ponto observado é o posicionamento dos grandes investidores. Um indicador que compara baleias com o varejo mostra que as contas de maior porte mantêm cerca de 28% mais posições compradas do que os pequenos investidores. No gráfico, o BTC segue dentro de um canal de alta desde o início de julho, com topos e fundos ascendentes, embora o volume de compra venha caindo desde o começo do mês.
Por que importa: o próximo teste técnico está em US$ 66.086 (aprox. R$ 383,3 mil), nível de 0,618 de Fibonacci (uma faixa técnica usada para medir possíveis reversões de preço). Dados on-chain também apontam resistência perto de US$ 66.898 (aprox. R$ 388,0 mil), onde há concentração relevante de moedas que podem voltar ao mercado. Se o BTC fechar acima dessa zona, os próximos alvos citados são US$ 67.264 (aprox. R$ 390,1 mil) e US$ 68.764 (aprox. ). Na outra ponta, a perda de (aprox. ) pode abrir espaço para queda até (aprox. ).




