O Bitcoin (BTC) ensaiou uma recuperação na última semana, com alta de 2%, e agora gira em torno de US$ 64 mil (aprox. R$ 350 mil). Mesmo assim, três indicadores on-chain continuam sugerindo um mercado mais fraco em julho de 2026.

A pressão externa também pesa. Os ataques dos Estados Unidos ao Irã seguem elevando o preço do petróleo e ampliando a aversão ao risco, o que atinge diretamente os criptoativos.

O que aconteceu: cerca de US$ 2,3 bilhões em stablecoins saíram da Binance e da Bybit nos últimos 30 dias, segundo o analista Darkfost. Stablecoins funcionam como caixa pronto para comprar cripto. Quando esse dinheiro sai das exchanges, a liquidez diminui e o poder de compra do mercado enfraquece.

Para o analista, esse movimento mostra que os investidores preferem retirar recursos das plataformas em vez de deixá-los disponíveis para negociação. Na leitura dele, esse posicionamento mais pessimista continua limitando a capacidade do BTC de romper a atual zona de consolidação.

Em números: o Coinbase Premium Index está abaixo de zero desde o início de maio e agora marca -0,062. Esse indicador compara o preço do Bitcoin na Coinbase com o de outras exchanges globais. Quando fica negativo, costuma sinalizar demanda mais fraca nos Estados Unidos, especialmente entre investidores institucionais.

O terceiro alerta vem do comportamento dos grandes compradores recentes. Segundo Darkfost, investidores que entraram entre US$ 75 mil e US$ 126 mil (aprox. entre R$ 410 mil e R$ 690 mil) nos últimos 6 a 18 meses agora estão vendendo com prejuízo. Esse grupo acumula 2.450 BTC em perdas nas exchanges na média dos últimos 30 dias.

As perdas realizadas por esses investidores bateram média mensal próxima de (aprox. ). O movimento também atinge os , sigla para investidores de longo prazo. Nesse caso, o (indicador que mede se moedas gastas foram vendidas com lucro ou prejuízo) mostra que esse grupo também vem realizando mais perdas do que ganhos.