O Bitcoin (BTC) terminou agosto com alta de cerca de 24%, a maior valorização mensal de 2026. O avanço levou a moeda da região de US$ 60 mil para pouco acima de US$ 80 mil em parte do mês.

Nos últimos dias de agosto, porém, surgiram sinais de perda de força. As reservas de Bitcoin na Binance subiram para cerca de 687 mil BTC, o maior nível de 2026, enquanto os saldos de stablecoins nas exchanges recuaram. Isso sugere mais oferta potencial de venda e menos dinheiro parado para absorver essa pressão.

Para o leitor no Brasil, a leitura é direta: quando a liquidez enfraquece lá fora, a volatilidade costuma bater também nas corretoras locais, inclusive em pares com R$.

Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos também esfriaram. Em 28 de agosto, houve saída líquida de US$ 201,8 milhões (aprox. R$ 1,1 bilhão), encerrando uma sequência de nove dias seguidos de entrada. Na semana, o saldo positivo caiu 51,8%, para US$ 924,5 milhões (aprox. R$ 5,1 bilhões).

Outro ponto de atenção é a força da alta. Segundo a leitura de mercado citada, o avanço do fim de semana ocorreu com o CVD à vista praticamente estável, o que sugere mais atuação de alavancagem (posições tomadas com dinheiro emprestado) do que compra direta no mercado à vista. Setembro ainda pesa contra: desde 2013, o mês tem média de queda de 3,08% para o Bitcoin, embora os três últimos setembros tenham fechado no positivo.