O Bitcoin (BTC) era negociado em torno de US$ 65.683,66 (aprox. R$ 379 mil) nesta quinta-feira (23), com queda de 0,3% em 24 horas, segundo a Coingecko. Em sete dias, a criptomoeda acumula alta de 2,6%; em um mês, a valorização se aproxima de 5,4%.
O que sustenta: os ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos somaram quase US$ 1 bilhão em entradas líquidas (aprox. R$ 5,8 bi) ao longo de sete pregões seguidos, de acordo com a SoSoValue. Desde o começo desta semana, esses fundos receberam quase US$ 500 milhões (aprox. R$ 2,9 bi), num sinal de melhora no apetite de investidores institucionais.
O que trava: o ambiente externo continua pressionando os preços. Os mercados voltaram a reagir ao aumento dos gastos com inteligência artificial (IA) pelas gigantes de tecnologia, e ações do setor recuavam no pré-mercado dos EUA, lideradas por Alphabet e Tesla, após a divulgação de balanços. Mesmo sem relação direta, o BTC tem mostrado força quando as ações ligadas à IA se recuperam e perde fôlego quando crescem as preocupações com esse segmento.
A tensão no Oriente Médio também segue no radar e adiciona volatilidade, com impacto sobre os preços do petróleo. Nos EUA, outro ponto de incerteza veio do Clarity Act, projeto que busca definir regras para o mercado de criptomoedas e dividir competências entre a CFTC e a SEC. Senadores democratas disseram que a nova versão do texto ainda deixa lacunas em temas como ética, o que indica falta de consenso para a aprovação no plenário.
Para o leitor brasileiro, esse debate nos EUA importa porque mudanças na regulação e no fluxo institucional costumam influenciar o preço do e de outros criptoativos também nas corretoras locais.



