O Bitcoin não está necessariamente caindo menos neste ciclo, mas oscilando menos, segundo a Binance Research. O ativo chegou a US$ 57.800 (aprox. R$ 318 mil) em 1º de julho de 2026, uma queda de 54,2% em relação à máxima de US$ 126.200 (aprox. R$ 694 mil) registrada em outubro de 2025.
A volatilidade anualizada, indicador que mede a intensidade das oscilações ao longo de um ano, recuou de 99% no ciclo de 2013 a 2015 para 87% entre 2015 e 2018, 67% de 2018 a 2022 e 47% atualmente. Por essa métrica, a queda atual teria magnitude semelhante a uma perda de 80,8% em um período com volatilidade de 99%.
A recuperação também não basta para confirmar que o fundo foi formado. O Bitcoin fechou 1º de outubro em US$ 84.880 (aprox. R$ 467 mil), alta de 46,9% desde a mínima de julho, mas a Binance Research encontrou sete episódios entre 2011 e 2023 em que o ativo subiu pelo menos 40% enquanto permanecia 25% ou mais abaixo da máxima histórica.
Nos dois casos em que a recuperação veio após quedas de 75,5% e 67,1%, o movimento continuou até novas máximas. Já entre cinco episódios iniciados após perdas de 30% a 38%, quatro terminaram com o Bitcoin abaixo da mínima anterior. O ciclo atual atingiu esse critério em 3 de setembro, quando o ativo estava 35,6% abaixo do recorde.
Outubro será o próximo teste. Desde 2013, o mês registra retorno mediano de 12,7% para o Bitcoin. “Um outubro típico indicaria uma recuperação consistente, enquanto um outubro fraco sugeriria que a recuperação não terá continuidade”, afirmou a Binance Research.



