O Bitcoin começou a semana tentando recompor parte das perdas depois de recuar até US$ 65.000, cerca de R$ 377.000, no fim de semana. A criptomoeda havia perdido o suporte de US$ 66.900, nível que voltou a superar na segunda-feira, mas a leitura predominante entre analistas é de reparo incompleto, e não de retomada confirmada.
Esse patamar de US$ 66.900 é visto como decisivo porque corresponde à base do canal técnico que tem guiado o BTC desde o início do mês. Depois de romper a faixa entre US$ 66.900 e US$ 68.000 na sexta-feira, o ativo passou dois dias testando essa região por baixo antes de fechar novamente acima dela. Já a resistência imediata segue em US$ 68.000, e um fechamento semanal acima desse nível é apontado como a confirmação de que o canal foi recuperado.
Cenários no curto prazo
- No cenário otimista, o BTC sustenta US$ 66.900, volta a superar US$ 68.000 com volume consistente e abre espaço para a região entre US$ 71.500 e US$ 72.000.
- No cenário base, o preço permanece oscilando entre US$ 66.900 e US$ 68.000 por mais alguns dias, sem definição clara de tendência.
- No cenário de baixa, uma nova perda de US$ 66.900 com fechamento diário abaixo dessa faixa recoloca em foco a região de US$ 61.700, considerada relevante ao longo de 2026.
Além da leitura gráfica, o contexto macro também pesa sobre o mercado. A combinação de petróleo em alta, rendimentos dos Treasuries americanos firmes e fortalecimento do dólar reduz o apetite por ativos de risco. Ao mesmo tempo, saídas semanais dos ETFs spot de Bitcoin nos EUA e a passagem do Crypto Fear & Greed Index por 24 pontos durante a queda reforçam a percepção de um mercado ainda frágil, mesmo após a reação acima de US$ 66.900.
Para o investidor brasileiro, a variação do dólar frente ao real pode ampliar os movimentos do BTC em reais, mesmo quando a cotação em dólar muda pouco.




