O Bitcoin (BTC) era negociado perto de US$ 78.257 (aprox. R$ 450 mil) após recuar novamente abaixo de US$ 80 mil (aprox. R$ 460 mil), nível considerado necessário por analistas para o retorno da liquidez. A pressão vendedora diminuiu, mas novos compradores ainda não apareceram com força no mercado à vista.

Investidores deixaram de vender majoritariamente com prejuízo. O Lucro e Prejuízo Realizado Líquido voltou ao campo positivo, enquanto o SOPR dos detentores de longo prazo, indicador que compara o preço de venda com o preço de compra das moedas, chegou a 1,2. Endereços de acumulação controlam aproximadamente 2,3 milhões de BTC, segundo a XWIN Japan, e os aplicadores demonstraram pouca urgência em transferir moedas para exchanges.

Os compradores de futuros puxaram a recuperação, enquanto o fluxo do mercado à vista permaneceu estável. As reservas de stablecoins da Binance recuperaram US$ 1,6 bilhão (aprox. R$ 9,2 bilhões) no último mês, mas a melhora foi considerada lenta para sustentar sozinha o movimento. Os fundos de hedge também reduziram posições vendidas, apesar da pressão causada por fatores macroeconômicos.

Os ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos registraram entrada de US$ 986,9 milhões (aprox. R$ 5,7 bilhões) na semana encerrada em 4 de setembro, o terceiro período consecutivo de aportes, que somaram cerca de US$ 3,8 bilhões (aprox. R$ 21,9 bilhões). Ainda assim, o fluxo dos ETFs não representa necessariamente compras imediatas no mercado à vista. Um prêmio negativo na Coinbase e a elevada alocação de grandes investidores continuam como sinais de alerta. Os próximos testes serão o índice de preços ao consumidor dos EUA, em 11 de setembro, e a reunião do Federal Reserve, entre 15 e 16 de setembro.