O Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 62.056,12 na manhã desta quarta-feira (8), com baixa de 1,86% em 24 horas, em meio à volta da aversão a risco nos mercados. O movimento acompanhou a piora do cenário global após os Estados Unidos realizarem ataques contra o Irã na terça-feira (7), segundo Washington em resposta a ataques contra três embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

A retomada do conflito aumentou a preocupação com o comércio global e com o mercado de energia, já que o Estreito de Ormuz é uma das principais rotas do petróleo no mundo. Com isso, os preços da commodity reagiram, enquanto ativos de risco, como as criptomoedas, perderam força. Na renda variável, bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em queda, e os mercados europeus e os futuros de Nova York também operavam no vermelho pela manhã.

Entre as dez maiores criptomoedas, o sinal era negativo para a maior parte do mercado:

  • Ethereum (ETH): US$ 1.738,81, com -2,06% em 24h
  • BNB (BNB): US$ 562,69, com -2,75%
  • XRP (XRP): US$ 1,08, com -3,71%
  • Solana (SOL): US$ 77,37, com -4,47%
  • Dogecoin (DOGE): US$ 0,07161, com -4,23%
  • TRON (TRX): US$ 0,3274, com -0,88%
  • Hyperliquid (HYPE): US$ 68,19, com -4,60%

O que o mercado acompanha

Além da tensão geopolítica, os investidores aguardam a divulgação, às 15h, da ata da reunião de junho do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Esse documento costuma dar pistas sobre os próximos passos dos juros americanos, um fator que mexe com o apetite por risco no mundo todo.

Segundo analistas da Bitunix, a liquidez segue concentrada em quatro faixas: US$ 62,5 mil e US$ 60 mil, abaixo do preço, e US$ 64,3 mil e US$ 67,7 mil, acima. Na prática, são regiões onde há mais posições alavancadas, o que pode provocar varreduras de liquidez (movimentos rápidos para acionar ordens e liquidar apostas) e manter a volatilidade elevada.

Para o brasileiro, esse tipo de estresse externo costuma respingar rapidamente nas cotações em corretoras locais e pode ampliar a oscilação dos preços em reais.