O bitcoin (BTC) operava perto de US$ 86.145,46 (aprox. R$ 497,9 mil) por volta das 8h, com queda de 0,2% em 24 horas. O movimento veio em meio a saídas de fundos negociados em bolsa (ETFs, veículos que acompanham o preço do ativo) e à incerteza regulatória nos Estados Unidos.
Os ETFs spot de bitcoin, que compram diretamente o ativo, registraram US$ 90 milhões (aprox. R$ 520 milhões) em saídas líquidas, revertendo dois dias de entradas. O fluxo reforçou a percepção de redução da exposição por parte de investidores institucionais após a tentativa recente de recuperação do BTC.
O cenário macroeconômico também limitou o apetite por ativos voláteis. Os rendimentos dos Treasuries (títulos do governo americano) superaram 5% nos papéis de referência, enquanto persistem dúvidas sobre os próximos passos dos juros nos Estados Unidos. O ethereum (ETH) subia cerca de 0,3% no mesmo horário, acompanhando o tom mais cauteloso do mercado.
Para o investidor no Brasil, as cotações em dólar aumentam a influência do câmbio sobre o valor dos criptoativos em reais. O desempenho recente segue desigual: na tabela acompanhada pelo mercado, o BTC aparecia em US$ 86.238,77 (aprox. R$ 498,4 mil), com alta de 0,27% em 24 horas, enquanto o ETH era negociado a US$ 2.715,23 (aprox. R$ 15,7 mil), com avanço de 0,05%.
A Binance também esteve no radar após suas reservas de BTC caírem quase 40 mil moedas desde 20 de setembro, enquanto grandes investidores voltaram a depositar stablecoins (criptoativos atrelados ao dólar) na exchange (plataforma de negociação). Esses fluxos podem indicar reposicionamento, mas não apontam, sozinhos, uma direção definida para os preços. O mercado ainda acompanhou o programa de liquidação em segundos anunciado pela Solana Foundation e os mercados privados com exposição tokenizada a uma empresa de inteligência artificial pré-IPO lançados pela Ondo.


