O Bitcoin caiu para perto de US$ 81 mil (aprox. R$ 437,4 mil) nesta quinta-feira (8), depois de perder 2,7% do valor e ficar abaixo de US$ 83.500 (aprox. R$ 450,9 mil) na véspera. A pressão aumentou após os ETFs americanos de Bitcoin registrarem saída líquida de US$ 484,9 milhões (aprox. R$ 2,6 bilhões), o pior resultado diário desde o fim de junho.
As vendas atingiram todos os fundos com movimentação no dia. O IBIT, da BlackRock, teve saída de US$ 207,7 milhões (aprox. **R$ 1,1 bilhão), enquanto Fidelity e Ark registraram retiradas de US$ 105,1 milhões (aprox. R$ 567,5 milhões) e US$ 101,7 milhões (aprox. R$ 549,2 milhões). O GBTC, da Grayscale, perdeu US$ 39,3 milhões (aprox. R$ 212,2 milhões) e o BITB, da Bitwise, outros US$ 27,6 milhões (aprox. R$ 149 milhões).
No mercado de futuros, contratos que permitem apostar na alta ou na queda do ativo, as liquidações chegaram a US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,4 bilhões) em 24 horas. Segundo a CoinGlass, 163.005 traders tiveram posições encerradas automaticamente. A maior liquidação individual ocorreu na Hyperliquid, no par ETH/USD, no valor de US$ 19,98 milhões (aprox. R$ 107,9 milhões).
O Ethereum recuou 5,9% e voltou a ser negociado abaixo de US$ 2.500 (aprox. R$ 13.500), liderando as liquidações. O movimento ocorre em meio à valorização do dólar, com o DXY acima de 100 pontos pela primeira vez em 18 meses, e aos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos nos maiores níveis desde 2002.
Para quem investe no Brasil, a queda dos criptoativos pode ser ampliada pela variação do dólar frente ao real. As liquidações também mostram o risco de operar contratos futuros com alavancagem, que podem encerrar posições automaticamente e gerar perdas rápidas.



