O Bitcoin (BTC) operava na faixa de US$ 64,9 mil (aprox. R$ 376,4 mil) nesta sexta-feira (24), com queda de 1,1% em 24 horas, segundo a Coingecko. Mesmo assim, a criptomoeda ainda acumula alta de 3,1% em sete dias e de cerca de 3,6% em um mês.
O que aconteceu: os ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos vinham ajudando a sustentar os preços, com quase US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,8 bi) em entradas líquidas ao longo de sete pregões seguidos até quarta-feira (22), de acordo com a SoSoValue. Na quinta-feira (23), porém, os fundos registraram saída líquida de US$ 225 milhões (aprox. R$ 1,3 bi), encerrando a sequência positiva.
Por que importa: o mercado de ativos digitais amanheceu perto da estabilidade, sem um gatilho claro para puxar as cotações. O fluxo perdeu força em meio a um cenário macroeconômico ainda pressionado, com os mercados globais reagindo a preocupações sobre o avanço dos investimentos em inteligência artificial (IA) pelas gigantes de tecnologia.
Também na quinta-feira, as chamadas “Sete Magníficas” perderam juntas cerca de US$ 800 bilhões (aprox. R$ 4,64 tri) em valor de mercado, em um movimento de realização de lucros. Embora não haja relação direta, o BTC tem acompanhado o humor das ações ligadas à IA: ganha força quando esses papéis se recuperam e perde espaço quando crescem os receios com o setor. O ambiente ficou mais defensivo ainda com o aumento das tensões geopolíticas e a possibilidade de novos desdobramentos no Oriente Médio no fim de semana.
Em números: entre os principais criptoativos, o Ethereum (ETH) caía 2,2% em 24 horas e subia 2,7% em sete dias, enquanto a recuava no dia e avançava na semana.



