O Bitcoin caiu pelo terceiro dia consecutivo e chegou a ser negociado abaixo de US$ 83 mil (aprox. R$ 436 mil) nesta quinta-feira (24), depois de superar US$ 87 mil (aprox. R$ 457 mil) na segunda-feira (21). A cotação estava perto de US$ 84 mil (aprox. R$ 441 mil) no momento da redação, uma queda de 4% em relação ao topo da semana.

A correção ocorreu enquanto os ETFs americanos de Bitcoin, fundos negociados em bolsa que acompanham o ativo, acumulavam entradas de US$ 2,6 bilhões (aprox. R$ 13,7 bilhões) nos últimos cinco dias de negociação. Na segunda-feira, o fluxo positivo chegou a US$ 999 milhões (aprox. R$ 5,2 bilhões), o maior volume diário de compras desde outubro de 2025.

O IBIT, da BlackRock, recebeu US$ 1,19 bilhão (aprox. R$ 6,2 bilhões) no período, enquanto o FBTC, da Fidelity, registrou US$ 933,5 milhões (aprox. R$ 4,9 bilhões). Juntos, os dois fundos responderam por 80% das entradas: 44,8% para o IBIT e 35,2% para o FBTC. Restando cinco pregões em setembro, os ETFs caminham para o terceiro mês seguido de saldo positivo.

O recuo também atingiu outras criptomoedas. O Ethereum caiu 1,7% nas últimas 24 horas, embora acumule alta de 9% em sete dias; o BNB recuou 0,8% no dia e subiu 7% na semana. No mercado de futuros, mais de 122 mil traders foram liquidados nas últimas 24 horas, principalmente em posições de Bitcoin e Ethereum. A faixa de US$ 80 mil (aprox. R$ 420 mil) passou a ser observada como possível suporte, região em que compradores podem tentar conter novas quedas.