O bitcoin (BTC) voltou a subir com força e alcançou US$ 77 mil (aprox. R$ 447,7 mil), depois de quase sete semanas entre US$ 59,9 mil e US$ 66,5 mil. Desde terça-feira (18), a moeda acumulou alta de mais de 20%.

Segundo Luis Kuniyoshi, especialista em criptomoedas da Empiricus, a alta começou com um anúncio do Tesouro dos EUA sobre o aumento da recompra de títulos de longo prazo, o que tende a colocar mais dinheiro em circulação. O efeito veio junto com avanço das bolsas americanas e queda do dólar.

A ruptura dos US$ 68 mil também disparou um short squeeze (quando quem apostou na queda precisa recomprar o ativo), com mais de US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,8 bi) em posições vendidas liquidadas em cerca de uma hora, segundo Kuniyoshi. Ele também citou melhora no ambiente regulatório, com proposta da SEC para novas regras de ofertas de criptoativos e pressão da Casa Branca pelo avanço do CLARITY Act.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, o movimento no BTC costuma chegar rápido às corretoras locais e pode mexer com o preço em reais, inclusive para quem opera via PIX ou em plataformas que listam pares com USDT.

Kuniyoshi afirmou que o bitcoin segue com recomendação de compra pela Empiricus Research. Ele disse ainda que o cenário fica “ainda mais interessante” para as chamadas nanocoins (ativos de baixíssima capitalização, isto é, com valor de mercado pequeno e movimentos mais fortes).

Esses ativos podem subir mais quando o mercado abre apetite ao risco, mas também caem com mais força quando o BTC recua. O próprio texto cita o risco de retornos passados não se repetirem e lembra que esse segmento é o de maior volatilidade.