O Bitcoin (BTC) passou por dois testes em 48 horas — alta de juros pelo Fed e fracasso da CLARITY Act no Senado dos EUA — sem uma queda brusca no preço. A leitura on-chain, porém, piorou: o ativo teve o segundo fechamento diário seguido abaixo da True Market Mean, em US$ 76.700 (aprox. R$ 421,9 mil).
Esse indicador mede o preço médio pago por investidores ainda ativos no mercado e vinha funcionando como piso desde o fim de agosto. O BTC fechou a quarta-feira a US$ 76.187 (aprox. R$ 419 mil), depois de já ter perdido e recuperado esse nível em 23 de agosto e 10 de setembro. Para a Glassnode, o próximo custo-base relevante é o Short-Term Holder Cost Basis — preço médio de quem comprou nos últimos cinco meses — em US$ 71.300 (aprox. R$ 392,2 mil).
A votação da CLARITY Act, em 15 de setembro, não avançou no Senado. No mesmo dia, fundos de Bitcoin registraram saídas de US$ 450,33 milhões (aprox. R$ 2,48 bilhões), enquanto produtos spot de Bitcoin e Ethereum tiveram retiradas combinadas de US$ 592 milhões (aprox. R$ 3,26 bilhões), o maior volume diário em meses. Antes disso, entre 8 e 14 de setembro, fundos spot de Bitcoin já haviam perdido cerca de US$ 334 milhões (aprox. R$ 1,84 bilhão).
O mercado também digeriu a decisão do Fed, que elevou a meta de juros para 3,75% a 4,00% por unanimidade. Mesmo assim, o BTC subiu logo após o comunicado, de cerca de US$ 75.350 (aprox. R$ 414,4 mil) para acima de US$ 76.100 (aprox. R$ 418,6 mil). No momento citado, era negociado perto de US$ 76.297 (aprox. R$ 419,6 mil), com alta de 0,58% em 24 horas e queda de na semana.




