O Bitcoin (BTC) chegou a US$ 65,5 mil (aprox. R$ 380 mil) na quarta-feira, renovando a máxima em três semanas. Foi o maior nível desde 22 de junho, em reação a novos sinais de desaceleração da inflação nos Estados Unidos.

O que aconteceu: o avanço veio depois da divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA, que reforçou a leitura de inflação mais fraca. Foi o segundo dia seguido em que dados de inflação surpreenderam positivamente o mercado, o que elevou o apetite por ativos de risco, como o BTC.

Por que importa: quando a inflação desacelera, cresce a expectativa de alívio monetário nos EUA, o que costuma favorecer mercados mais sensíveis a liquidez e juros. No caso do Bitcoin, esse tipo de leitura costuma destravar fluxo para o setor no curto prazo.

Para o investidor brasileiro, movimentos do BTC também passam pelo câmbio: além da cotação em dólar, a variação do real influencia o preço nas corretoras locais.