O Bitcoin (BTC) voltou a subir acima de US$ 65 mil (aprox. R$ 357,5 mil), embalado por dados de inflação dos EUA mais fracos que o esperado, mas não conseguiu se firmar nesse nível. No momento citado, o ativo recuava para US$ 64.720 (aprox. R$ 355,9 mil), com queda de 0,13% em 24 horas.
O que aconteceu: o movimento ganhou força depois da divulgação do CPI e do PPI nos Estados Unidos. O CPI caiu 0,4% em junho, levando a inflação anual a 3,5%, na maior queda mensal desde abril de 2020. Já o PPI subiu 5,5% em base anual, abaixo da expectativa de 6,2%. Com isso, o mercado passou a apostar menos em nova alta de juros pelo Federal Reserve: a chance de elevação em julho caiu para 10,2%, ante 24,6% uma semana antes, segundo a ferramenta CME FedWatch.
Por que caiu mesmo assim: a Glassnode diz que a alta encontrou vendas de dois lados. De um lado, investidores de longo prazo (LTHs, quem carrega BTC há mais tempo) aproveitaram a recuperação para reduzir perdas. Do outro, investidores de curto prazo (STHs, compradores mais recentes) realizaram lucro depois de entrarem perto das mínimas locais. Segundo a empresa, esses dois grupos atuaram como freio da recuperação ao vender durante a mesma alta.
Apesar disso, a leitura mais ampla mostra um alívio na oferta. A Glassnode afirma que o volume vendido por investidores de longo prazo deixou de crescer a cada repique do preço. O fluxo de venda com lucro desse grupo, que dominou boa parte do ciclo, praticamente secou; agora, o que antigos investidores vendem ocorre mais com prejuízo. Outro indicador da empresa, o Entity-Adjusted Long-Term Holder Realized Loss (métrica que tenta medir o prejuízo efetivamente realizado, sem contar transferências internas), atingiu pico há duas semanas e já está em queda.
Em números: os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA receberam (aprox. ) em e (aprox. ) em , segundo a . A continuidade desses aportes ainda é vista como necessária para sustentar uma recuperação mais firme.




