O Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 79.604,65 (aprox. R$ 461,7 mil) na manhã desta quarta-feira (9), com alta de 1,58% em 24 horas. O mercado global de criptomoedas também operava no campo positivo, enquanto bolsas asiáticas encerraram o dia sem direção única e os mercados europeu e americano apontavam para baixo.

Entre as maiores criptomoedas, o Ethereum (ETH) subia 1,52%, a US$ 2.510,94 (aprox. R$ 14,6 mil). O XRP avançava 2,87%, e a Solana (SOL) ganhava 1,52%. Na janela de 30 dias, o TRON (TRX) acumulava alta de 19,25%, enquanto o Hyperliquid (HYPE) subia 241,67% e a Zcash (ZEC), 146,58%.

A valorização do petróleo trouxe pressão adicional aos mercados. O Brent, referência internacional para os preços da commodity, chegou a US$ 100 (aprox. R$ 580) depois de avançar mais de 2,5%. A alta ocorreu após a Guarda Revolucionária do Irã afirmar que atacou 10 navios petroleiros, na sequência do anúncio dos Estados Unidos sobre a destruição de cinco navios iranianos.

Para o leitor no Brasil, o valor do BTC em reais depende tanto da cotação da criptomoeda em dólar quanto da variação do câmbio.

Mesmo com o petróleo mais caro, o BTC encontrou sustentação na demanda por fundos de índice, conhecidos como ETFs, que reúnem ativos para acompanhar determinado mercado. Esses produtos registraram US$ 3,52 bilhões (aprox. R$ 20,4 bilhões) em entradas líquidas em agosto, incluindo US$ 986 milhões (aprox. R$ 5,7 bilhões) apenas na última semana. Analistas avaliam que o ativo pode reagir menos ao noticiário diário e mais a mudanças macroeconômicas, como a próxima reunião sobre juros nos Estados Unidos, marcada para a semana que vem.