O Bitcoin subiu mais de 23% nesta semana e chegou perto de US$ 79.000 (aprox. R$ 458 mil) depois que o Tesouro dos EUA decidiu dobrar certas recompras de títulos de longo prazo. O movimento também levou o Ether para acima de US$ 2.400 (aprox. R$ 13,9 mil).
A leitura do mercado é que a medida ajuda a sustentar a liquidez sem caracterizar, tecnicamente, uma flexibilização quantitativa, o chamado QE. Em termos simples, mais liquidez costuma favorecer ativos de maior risco, como ações e criptomoedas.
Esse debate já está influenciando decisões dentro do setor. O Standard Chartered passou a ver o Bitcoin em direção a US$ 100.000 (aprox. R$ 580 mil), enquanto a Metaplanet ampliou para os EUA sua estratégia de tesouraria em Bitcoin. Já a Cypherpunk Technologies fez uma aposta de US$ 33 milhões (aprox. R$ 191,4 milhões) em mineração de Zcash (processo de validação de transações que também gera novas moedas).
Para o leitor no Brasil, esse tipo de movimento importa porque mudanças de liquidez nos EUA costumam mexer com o preço global das criptomoedas, refletindo também em pares negociados em real.




