O Bitcoin fechou agosto com alta de 24,95%, mas ainda negocia abaixo do nível de início do ano. O movimento veio quase todo de fundos, com os ETFs spot nos EUA recebendo US$ 3,52 bilhões (aprox. R$ 19,8 bi).
Em agosto, só cinco das 21 sessões desses fundos tiveram saída de capital. No acumulado de janeiro a julho, o saldo era negativo em US$ 5,30 bilhões (aprox. R$ 29,8 bi), o que mostra uma virada forte no fluxo.
O histórico, porém, pesa contra o mercado. Em 12 meses desde o lançamento desses ETFs, houve entrada igual ou acima de US$ 3 bilhões em um mês, e o Bitcoin caiu no mês seguinte em sete dessas ocasiões. Em setembro, a moeda também costuma perder força: desde 2020, fechou agosto no azul apenas duas vezes antes deste ano, e nas duas setembro recuou 7,30% e 7,96%.
A leitura on-chain mostra que investidores de longo prazo continuaram vendendo durante a alta. O indicador Hodler Net Position Change ficou negativo durante quase todo o rali e só voltou ao positivo em 31 de agosto, com 2.044 BTC. As carteiras com mais de BTC também diminuíram de 1.963 para 1.908 no período.
No Brasil, isso importa porque o preço do BTC em dólar costuma pressionar cotações em reais e mexer com o apetite de quem opera em corretoras locais.
Nos derivativos, o tom ainda é de aposta comprada. O índice de divergência de posicionamento do Bitcoin está em 21,2, com os principais traders mantendo 111 pontos a mais de exposição comprada do que a média. Na Binance, há cerca de US$ 3 bilhões (aprox. R$ 16,8 bi) em alavancagem comprada abaixo do preço atual, contra US$ 1,80 bilhão (aprox. R$ 10,1 bi) em posições vendidas acima desse nível.
O BTC é negociado perto de US$ 79.108 (aprox. R$ 443,1 mil). A perda de pode abrir espaço para ; para recuperar força, o mercado precisa de fechamento diário acima de , com alvos em e .




