O Bitcoin (BTC) subiu mais de 3% nesta quarta-feira, 15/07/2026, e voltou a ser negociado acima de US$ 64 mil (aprox. R$ 350 mil), chegando a tocar US$ 65 mil (aprox. R$ 356 mil). Pela manhã, a criptomoeda era cotada a R$ 330.263,41, mesmo com a piora do conflito entre EUA e Irã.

O que aconteceu: Segundo Andre Franco, CEO da Boost Research, o movimento ganhou força após a divulgação da inflação dos Estados Unidos em junho. O índice acumulado em 12 meses caiu para 3,5%, abaixo da expectativa de 3,8%, enquanto o núcleo ficou em 2,6%.

Por que importa: No dado mensal, os preços registraram a maior queda desde abril de 2020, puxados pela energia. Isso reduziu os rendimentos dos títulos do governo americano e abriu espaço para alta em ações e cripto.

Mercado de olho: Na Câmara, Warsh rejeitou a leitura de que a missão sobre a inflação estaria concluída e disse que “essa não é a minha visão”. Ele volta a falar no Senado às 11h de Brasília. Por enquanto, o mercado segue apostando em manutenção dos juros na reunião do fim do mês, mas ainda vê perto de 60% de chance de alguma alta até setembro.

Para o investidor brasileiro, o movimento do BTC costuma mexer também com preços em R$, além de influenciar o apetite por cripto nas corretoras locais.