O Citigroup elevou de US$ 82 mil (aprox. R$ 476 mil) para US$ 113 mil (aprox. R$ 655 mil) a meta de preço do Bitcoin (BTC) para os próximos 12 meses. A nova projeção considera uma retomada gradual dos investimentos em fundos negociados em bolsa, conhecidos como ETFs.

A revisão, porém, veio acompanhada de um dado contrário à tese do banco: os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos tiveram saída de US$ 148,69 milhões (aprox. R$ 862 milhões) em 30 de setembro. O analista Alex Saunders afirmou que a nova estimativa reflete melhora em três frentes acompanhadas pelo Citi: atividade de mercado, condições macroeconômicas e fluxos de ETFs.

Em junho, o banco havia reduzido a previsão de entradas em ETFs para zero, ante uma estimativa anterior de US$ 10 bilhões (aprox. R$ 58 bilhões) em 12 meses. Agora, projeta entradas de US$ 5 bilhões (aprox. R$ 29 bilhões), apoiadas por uma possível elevação gradual da exposição ao Bitcoin por consultores e corretoras.

O Citi também elevou a meta do Ethereum (ETH) para US$ 3.028 (aprox. R$ 17,6 mil), abaixo dos US$ 3.175 (aprox. R$ 18,4 mil) projetados antes do corte de junho. O ETH acumulou alta de 70,8% no terceiro trimestre e era negociado a US$ 2.699,46 (aprox. R$ 15,7 mil), o que representa potencial de valorização de cerca de 12% até a nova meta.

Para investidores no Brasil, a mudança reforça como o preço do BTC e do ETH depende dos fluxos de ETFs nos Estados Unidos, além da cotação do dólar e das condições globais de liquidez.