O Bitcoin (BTC) avançou nesta terça-feira, 21/07/2026, e rompeu a faixa de US$ 65 mil (aprox. R$ 354 mil). Pela manhã, a criptomoeda era negociada a R$ 339.009,93, em um dia marcado por melhora no apetite por risco nos mercados globais.

O que aconteceu: o impulso veio após sinalizações positivas sobre a guerra entre EUA e Irã. Segundo Andre Franco, CEO da Boost Research, as bolsas asiáticas recuperaram boa parte das perdas causadas pela liquidação de ações ligadas à inteligência artificial, com o Kospi subindo mais de 4% na Coreia do Sul e o Nikkei avançando mais de 2% no Japão.

Por que importa: a reação do mercado aconteceu na esteira de uma proposta de trégua de dez dias entre Estados Unidos e Irã para conter os ataques no Estreito de Ormuz. Com isso, ativos ligados a risco ganharam fôlego, enquanto parte da busca por proteção perdeu força.

O Brent, que havia superado US$ 90 (aprox. R$ 489) no auge da tensão militar, recuou para perto de US$ 89 (aprox. R$ 484). Já o ouro, tradicional ativo de proteção, segue próximo da mínima de nove meses, na faixa de US$ 4.000 (aprox. R$ 21,8 mil).

Para o investidor brasileiro, movimentos desse tipo costumam mexer ao mesmo tempo com o BTC, o dólar e o apetite global por risco, o que pode ampliar a volatilidade em reais.

Nos Estados Unidos, o rendimento dos títulos de dez anos passou de 4,60%, enquanto o mercado futuro passou a precificar 66% de chance de pelo menos uma alta de juros até o fim do ano sob Kevin Warsh no .