A StarkWare afirmou que uma transação de Bitcoin (BTC) protegida contra ataques quânticos foi minerada na rede principal nesta quarta-feira. Segundo a empresa, foi a primeira vez que esse método funcionou com sucesso no ambiente principal da rede.
A transação usou uma saída de 10 mil satoshis, cerca de US$ 8 (aprox. R$ 40), e pagou uma taxa de 5.179 satoshis. O bloco foi minerado pela MARA Pool no bloco 964.199.
O método, chamado Quantum-Safe Bitcoin (QSB), combina um bloqueio baseado em hash com a assinatura de curva elíptica usada no Bitcoin. Em termos simples, a ideia é deslocar a segurança da chave privada para um hash, que o algoritmo de Shor não consegue quebrar da mesma forma.
Para você no Brasil, isso mostra uma linha de pesquisa que pode influenciar discussões futuras sobre custódia e segurança de BTC em corretoras e carteiras, mas não muda nada de imediato na rede nem no tratamento regulatório.
A própria StarkWare disse que isso não significa que o Bitcoin esteja totalmente seguro contra computadores quânticos. Há limites claros: se a chave pública já foi exposta, a proteção não ajuda; a migração para a saída protegida ainda expõe a chave pública; e o formato não é padronizado, então os nós comuns não retransmitem essas transações.
A empresa também informou que o processamento fora da blockchain custou entre US$ 75 e US$ 150 (aprox. R$ 375 a R$ 750), enquanto esta transação específica custou várias centenas de dólares. O Bitcoin ainda não adotou uma solução no protocolo, então o teste não altera esse cenário.




